sábado, 21 de abril de 2012

Quatro estados de espírito


E quando chega o verão, algo soa vazio. Algo inodoro, invisível, inimaginável, não sei identificar, mas me alimenta de uma falsa ilusão de que amanhã virá o outono e uma brisa matutina refrescante irá reascender minha brasa que se encontra escondida.
A paisagem em tom alaranjado com todos aqueles galhos retorcidos me dá inspiração,  quero mergulhar em uma imensidão onde não haja insegurança, quero provar do néctar proibido, quero saber o que é ser um Deus.
 No inverno, o cinza e o branco limpam os cenários transformando-os em um amplo deserto. Esse, porém, um deserto ecoado, tal como um longo corredor vazio. Você se sente só, mas sua mente flama em brasa exuberante, ao deitar-se num chão de estrelas caídas vem o doce e longo sono da hibernação, frutas vermelhas, as ultimas da estação, satisfazem a gula que nos atormenta dia-a-dia. Hora de repousar a mente...

Uma nova etapa começa ao abrir das flores multicoloridas, ao cair das pétalas de rosa vermelha no chão úmido e ao raiar da mãe natureza à espalhar os gametas que farão dos próximos meses, tempo de vida ... é Primavera.

Victor Valle

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